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'Fiquei ali horrorizada, me sentindo suja': veja depoimento de mulher que disse ter sido abusada pelo ex-príncipe Andrew aos 17 anos

Novos arquivos sobre Jeffrey Epstein expõem nomes, fotos e pressionam ex-príncipe Andrew "Ele levantou, disse 'obrigado' e saiu. Eu fiquei ali, horrorizada, e...

'Fiquei ali horrorizada, me sentindo suja': veja depoimento de mulher que disse ter sido abusada pelo ex-príncipe Andrew aos 17 anos
'Fiquei ali horrorizada, me sentindo suja': veja depoimento de mulher que disse ter sido abusada pelo ex-príncipe Andrew aos 17 anos (Foto: Reprodução)

Novos arquivos sobre Jeffrey Epstein expõem nomes, fotos e pressionam ex-príncipe Andrew "Ele levantou, disse 'obrigado' e saiu. Eu fiquei ali, horrorizada, envergonhada, me sentindo suja", desabafou Virginia Giuffre. A principal acusadora do príncipe detalha uma rede de abusos que começou quando ela tinha apenas 17 anos. O relato está no vídeo acima, parte de um documentário da BBC, exibido pelo Fantástico, em que Virginia Giuffre relata os abusos. Virginia Giuffre acusava o Príncipe Andrew de abuso sexual. Esta foto, parte dos arquivos de Epstein, foi essencial para a denúncia Reprodução Segundo ela, o primeiro encontro com Andrew aconteceu em um imóvel de Jeffrey Epstein em Londres, em uma cena que misturava a formalidade britânica com a exploração sexual. "Estávamos tomando chá: ele falava da Fergie, a ex-mulher, e eu ficava ali como sempre mandavam: sentada, quieta, sendo educada", relembrou Virginia. O convite para sair veio em seguida, mas não como um gesto de cortesia. "Ele me chamou para dançar e eu sabia que tinha que deixar ele satisfeito: isso era o que Jeffrey e Ghislaine esperavam de mim". Virginia descreve o papel crucial de Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, no aliciamento. Durante um trajeto de carro, o tom foi direto: "No carro, Ghislaine me disse que eu tinha que fazer com o Andrew o que eu fazia com o Jeffrey. Aquilo me deu enjoo". Segundo Virginia, foram três encontros sexuais com o príncipe: na casa de Ghislaine em Londres, na mansão de Epstein em Nova York e na ilha particular dele no Caribe. Virginia Giuffre se matou em abril de 2025, aos 41 anos. Andrew negou, depois fez acordo confidencial milionário Andrew sempre negou as acusações: "Posso afirmar, de forma absolutamente categórica, que isso nunca aconteceu". No entanto, em fevereiro de 2022, ele pagou cerca de 12 milhões de libras (quase R$ 84 milhões) em um acordo extrajudicial para encerrar o processo, sem nunca admitir o abuso. O abalo na imagem de Andrew começou com a exposição de sua amizade com Jeffrey Epstein, o bilionário americano encontrado morto na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA revelam a intimidade entre os dois através de diversos e-mails. Nas mensagens, Epstein referia-se ao príncipe como "The Duke" ou "The Invisible Man". Em um dos textos enviados após Epstein já ter cumprido pena por crimes sexuais, o príncipe escreveu: "Parece que estamos nisso juntos. E vamos ter que superar. Vamos manter contato próximo e brincar mais em breve." Os documentos expõem nomes como Bill Clinton, Bill Gates, Donald Trump e Elon Musk. Em 2025, o Rei Charles III retirou de Andrew seus títulos honorários. Isolado e sem funções oficiais, o príncipe que um dia foi herói nacional agora luta para explicar à justiça britânica a profundidade de sua lealdade a Jeffrey Epstein. Montagem - ex-príncipe Andrew no dia da prisão e em foto do arquivo de Epstein, ao lado de Virginia Reuters/Jaimi Joy/Virginia Giuffre/ BBC