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Empresários e produtores brasileiros estão prontos para aumentar as vendas para a União Europeia

Empresários e produtores brasileiros prontos para aumentar as vendas para a União Europeia Empresários e produtores brasileiros já vinham se preparando há ...

Empresários e produtores brasileiros estão prontos para aumentar as vendas para a União Europeia
Empresários e produtores brasileiros estão prontos para aumentar as vendas para a União Europeia (Foto: Reprodução)

Empresários e produtores brasileiros prontos para aumentar as vendas para a União Europeia Empresários e produtores brasileiros já vinham se preparando há anos para o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. E estão prontos para aumentar as vendas para a União Europeia. Tem uma parte importante da economia brasileira que estava esperando a isenção de tarifas do acordo do Mercosul com a União Europeia. "Esperando não, já estou morando na Europa há seis meses, já conversando com os clientes", diz Carlos Pamplona Rehder, consultor de exportação - muito rápido, creditar na outra entrada. Desculpa, corrigindo então: já tem muita gente trabalhando para exportar mais. Até porque essa não é a primeira vez que o Carlos tenta mandar mel para a Europa. "Uns quatro anos atrás. Eu mandei um embarque de mel para lá, tive o problema de ter um imposto de 17.3% pago à vista na saída do porto, que descapitaliza qualquer exportador", afirma Carlos Pamplona. Alguns produtos beneficiados agora, incluindo o mel, vão ter regras diferentes. Frutas como abacate, limão, melancia e maçã já começam o acordo sem tarifas, não importa a quantidade. Açúcar, etanol industrial, arroz, milho e mel também têm imposto zero imediato, mas com cotas de importação. Tem um volume máximo que pode ser negociado. "E além das cotas, existem as salvaguardas ao comércio, que se a gente crescer muito no mercado europeu, ainda pode existir a suspensão dos benefícios do acordo, né?" Então, justamente onde a gente tem mais competitividade, existe mais restrição ao comércio. Por isso, não vai existir uma grande revolução em termos comerciais", diz Leandro Gilio, economista e professor do Insper Agro Global. Uma indústria de autopeças em Guarulhos (SP) tem crescido bem no mercado interno. Uma média de dois dígitos por ano. Também aumentou as exportações para o Mercosul. Em 2025, uma alta de 18%. Agora, com o acordo com a União Europeia, ela está pronta para esperar. Isso porque a tarifa, nesse caso, ainda vai levar dez anos pra zerar. E a indústria brasileira tem grande chance de ser afetada pelo movimento contrário do acordo, com a chegada de produtos da Europa. Já têm isenção itens como máquinas e equipamentos pra construção, indústria, mineração. E produtos têxteis. "É um acordo que traz problemas para a manufatura brasileira, traz problemas, isso é inevitável. Vai ser difícil para a gente competir A Europa é muito competitiva e sempre foi uma grande vendedora de carros, principalmente a Alemanha", comenta Paulo Feldmann, professor de economia da USP. A maior parte do acordo vai ser implementada em 10 anos. Com impactos comerciais que vão ser limitados. Mas o resultado de um acordo como esse não pode ser avaliado só com os números da balança comercial. "O mundo inteiro está elevando tarifas e tá restringindo um pouco mais o comércio, né? Então, um acordo desse porte, que envolve aí 30 países e 720 milhões aí de consumidores e pessoas, cerca de 20 a 30% do PIB global, é um acordo relevante. Apesar dele ter as limitações, com a integração comercial, no fundo, é benéfica aos países de modo geral e no crescimento econômico dessas regiões envolvidas", diz Leandro Gilio, economista e professor do Insper Agro Global. Na fábrica de autopeças da família da Simone, não há preocupação agora de perder com a importação de produtos europeus. E há a expectativa de que a espera mostre novos caminhos. "Eu acho que já tem uma boa parte do jogo que você consegue conversar, talvez não para desenvolver uma coisa que você já tem em linha, que um chinês ou o resto do mundo também está fabricando, talvez uma coisa diferenciada, uma coisa especial para quem tem indústrias de peças técnicas. Toda escada a gente tem que começar pelo primeiro, pelo primeiro degrau. E o primeiro degrau dessa escada é este acordo. Mas tem o primeiro degrau, antes não tinha nem escada, né?", afirma Simone de Azevedo Franzo, CSO e sócia da empresa. Empresários e produtores brasileiros prontos para aumentar as vendas para a União Europeia Reprodução/TV Globo